

Um pedaço do Japão no Alto de Pinheiros. Provavelmente seja esta a melhor definição para a Academia Kito. Uma pedra preciosa encravada na Zona Oeste da capital paulista, que contradiz tudo que se fala e se pensa hoje sobre as escolas de judô. Um local com uma proposta zen, onde tudo foi desenvolvido em harmonia, visando propiciar maior bem-estar aos judocas que buscam equilíbrio e autoconhecimento. Vera Sugai e Sumiu Tsujimoto reescreveram conceitos, mostram que nem tudo está perdido e que existe, sim, espaço para se recriarem escolas fundamentadas em qualidade de vida e no budô moderno.
Em 1984, o professor Sumio Tsujimoto inaugurou uma academia de natação no bairro da Lapa, em São Paulo, na qual havia outras atividades e, entre elas, o judô, com o nome de Associação Tsujimoto de Judô. No ano seguinte, em março de 1985, filiou-se à Federação Paulista de Judô.
Nascido em 1958 em São Paulo, Sumio Tsujimoto é formado em Educação Física e Pedagogia, e a educação sempre foi sua paixão, muito embora a competição tenha tido um lugar relevante em sua vida, participando de eventos oficiais na categoria sênior até os 43 anos de idade.
Em meados de 1996, Sumio, juntamente com outros professores, Vera Sugai, Douglas Vieira, Floriano de Almeida e Marcos Dagnino, formaram um grupo batizado de Projeto Unijudo. Este grupo tinha como objetivo estudar uma forma de padronizar as aulas de judô, principalmente para crianças, como a promoção de faixas, e fomentar a discussão sobre as competições infantis e o ensino de algumas técnicas prejudiciais ao processo de desenvolvimento, além de inserir noções de filosofia e ética do judô. Devido aos compromissos pessoais de cada um, o grupo dissolveu-se pouco tempo depois. Entretanto, o projeto continuou, contando apenas com dois integrantes, Sumio e Vera.


